Parque Nacional  
O Parque Nacional Nahuel Huapi foi criado a partir da Ley Nº 12.103, promulgada a 9 de outubro de 1934, com os objetivos de proteger os ambientes naturais representativos da região andina do norte da Patagônia, prover oportunidades para a recreação e o turismo e constituir um autêntico laboratório para pesquisas científicas de diversa índole.
Se situa, geográficamente, no sudoeste da província de Neuquén e no noroeste de Río Negro e abarca ao redor 750 mil hectáres, dos quais 330 mil pertencem à Reserva Nacional. Uma das características físicas mais notáveis que se percebem é a presença de lagos e rios caudalosos que alimentados pelo fenômeno do desgelo e pelas abundantes chuvas vertem suas águas no oceano Atlântico ou Pacífico. A bacia mais importante do Parque é a do Lago Nahuel Huapi, que ocupa uma superfície de 600 mil hectares. O lago se divide em diversos braços como o Última Esperanza, Rincón, Blest, Tristeza e Angostura, entre outros, e suas costas geram penínsulas de grande tamanho e beleza como as de Llao-Llao, Quetrihué, San Pedro e Huemul.
O Parque Nacional Nahuel Huapi e seus diferentes ambientes naturais Como consequência dos diferentes relevos geográficos e das variações climáticas, existem no Parque Nacional ambientes bem diferenciados
Alto-andino A mais de1.600 msnm, os solos superficiais, as baixas temperaturas, os fortes ventos e as intensas nevadas não permitem um bom desenvolvimento da vegetação. Somente crescem de maneira dispersa pequenas plantas adaptadas a estas condições rigorosoas. Aqui habita o majestoso Condor; durante o verão é um refúgio importante para o ameaçado Huemul - cervo andino – e também para outros animais que em épocas de baixas temperaturas descem a procura de um clima mais favorável. A neve acumulada durante o inverno nesta zona do Parque alimenta as últimas geleiras e a delicada rede de arroios, rios, lagos e lagoas.
Bosque úmido Ocupa as ladeiras e vales, abaixo do ambiente alto-andino. Nesta zona, de abundantes chuvas e clima temperado, crescem grandes árvores como o Coihue e a Lenga, que se torna avermelhada no outono, formando junto com a caña Colihue (bambu) densas florestas. Em lugares mais secos cresce o Ciprés, e o Ñire ocupa diferentes ambientes acompanhado por outras espécies.
Estas florestas proporcionam refúgio e alimento a numerosas espécies de animais. Os mamíferos como o Pudú, o Gato Huiña e o Monito de Monte, são difíceis de serem vistos. Ao contrário, sim se podem observar variados anfíbios e aves como o Carpintero Negro, o Chucao, o Rayadito y la Cotorra Austral.
Bosque de transição Nesta zona as chuvas não são tão abundantes e se caracteriza por apresentar porções de florestas que se alternam com terrenos áridos. O cipreste da Coridilheira é uma das árvores mais frequentes e existe uma maior variedade de animais que na floresta úmida, já que convivem diversas espécies típicas da floresta junto a outras que têm nos pastos da estepe seu hábitat preferido.